segunda-feira, 14 de setembro de 2015

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(imagem com direitos de autor)

Quem és tu, e o que fizeste àquela pessoa que eu conheci e pela qual me derreti aos seus encantos? Onde está aquela pessoa que não tinha medo de arriscar pelos seus sentimentos, de os demonstrar a toda a gente e de os viver? Que não fugia da pessoa em questão? O que é que lhe fizeste? Diz-me! Existia aquele lado tímido, nervoso e preocupado, mas que ao mesmo tempo acabava por ser bastante sincero, querido e romântico. Falar do que sentia e demonstrá-lo à frente de todos, mas sempre um pouco nervoso... Agora, completamente diferente! Dizes e fazes coisas que não tem qualquer ponto de sentido, não te importas com o que os outros sentem, e muito provavelmente com o que tu sentes também! Isso é ainda mais preocupante! Fazeres coisas, e nem sequer te preocupares com os sentimentos dos outros é mau, mas é uma coisa. Agora, fazeres coisas sem pensares no que TU sentes e no que tu queres realmente, já é algo diferente, e bastante preocupante! Qual é o objectivo de tomar decisões e fazer coisas contra a nossa vontade? Se nós queremos X, porque que vamos escolher Y? Para um dia olhar para trás e ganhar um arrependimento e perguntar como teria sido se tivessemos feito ao contrário? Se sim, okay, é o caminho certo.

A sério, não te conheço mais. É horrivel como as coisas mudaram tão rapidamente e com tanta facilidade. É horrivel ter um problema, pensar em ti, e não poder contar contigo. Tenho saudades de "ir a correr" falar contigo, saber que te ias preocupar, mesmo que fosse uma pancadinha minha e nada de muito grave ou especial. Saber que, quando estivesse contigo, me irias dar um abraço do tamanho do mundo. Saber que, mesmo sendo o parvinho que és, ias acabar por dizer as palavras certas para me fazer sentir bem e que mais tarde ou mais cedo eu iria cair na razão. Será que também te sentes da mesma maneira em relação a mim? Gostava. Será que é mesmo? Necessito das tuas palavras, necessito dos teus concelhos, necessito das tuas parvoíces que me fazem rir e falar para o portátil, como se me fosses ouvir. Tudo isso. Se supostamente tinhamos uma amizade tão grande, e tão bonita, como é que isto aconteceu? Mas não vai voltar. Sei que não. God, que estranho.
Escrito em: 21-12-2010 22h30.

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